domingo, 30 de maio de 2010

Vários tipos de textos


Iniciou a aula com um pequeno diálogo sobre os vários tipos de texto que podemos encontrar no nosso dia-a-dia, de forma a descobrir os conhecimentos que os alunos já trazem para a aula. Seguiu-se a visualização de vários tipos de texto numa apresentação em PowerPoint: recado, anúncio, slogan, convite e notícia.

- Que é que isto tem a ver com a Língua Portuguesa?
A esta pergunta inesperada respondo salientando a importância da comunicação, através da escrita e dos sinais, assim como a necessidade de sabermos interpretar o que se passa à nossa volta, que, muitas vezes, nos aparece sob a forma de texto.
Posteriormente, os alunos, dois a dois, elaboraram uma ficha de trabalho onde tinham de identificar cada um dos textos nos recortes apresentados, rodeando cada tipo com a sua cor correspondente. Surge o momento de colocar em prática os assuntos abordados anteriormente. A partir da palavra giz, motivei a turma para a construção oral, em grande grupo, de um texto de cada tipo. Seguidamente, a cada grupo de dois alunos, foi atribuído um objecto (tesoura, óculos, telemóvel, caneca, chave, vela, bolacha, sapatilha, terço, maçã, boné, esquadro e flauta) acerca do qual tinham de construir um texto de cada tipo numa ficha de trabalho.Para além de propor a construção de vários textos, exigia também muita criatividade para que todos os textos abordassem o objecto apresentado.

- Que é que isto tem a ver com a Língua Portuguesa?
Penso que a resposta a esta pergunta se foi descobrindo no decorrer da aula. E, como o aprender não fica encerrado dentro das paredes da sala, encontraremos mais respostas sempre que as letras se juntarem num texto, seja de que formato for, para nos transmitirem qualquer tipo de informação.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O texto biográfico

A escrita constitui uma estratégia de aprendizagem, não só dos processos que a compõem, mas também noutros domínios do saber, pelo que deveremos proporcionar aos nossos alunos a construção de diferentes géneros discursivos, com vista a proporcionar-lhes a descoberta e a utilização de funções diversificadas da linguagem.

O escritor Alexandre Honrado visitou a nossa escola e a nossa turma brindou-o com uma interessante dramatização da sua obra "Hoje não quero dormir", que ele muito apreciou.

Aos alunos foi proposto que escrevessem um texto biográfico sobre o escritor com quem conviveram e trocaram impressões.
Formaram-se vários grupos aos quais foi distribuída vária informação que deveriam organizar a fim de preencherem uma ficha distribuída para o efeito. No final, cada grupo apresentou a informação retirada e elaborou-se a biografia deste escritor, que foi escrita no quadro e copiada pelos alunos.
Foi um trabalho que os alunos executaram com satisfação e lhes permitiu identificar as características de um texto biográfico.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mapeamento Visual de Histórias / Texto Narrativo

Um mapa de história é uma representação visual das configurações ou a sequência de grandes eventos e acções de personagens das histórias. Este procedimento permite que os alunos relacionem eventos da história e percebam a estrutura em obras literárias. Partilhando interpretações pessoais de histórias através de ilustrações, os alunos aumentam a sua compreensão e apreciação das obras. Estes mapeamentos podem ser utilizados como quadros de narração ou reconto e, como esquemas para escrever histórias.

Trab.alunos - Mapeamento de histórias

domingo, 9 de maio de 2010

Melhoramento de um texto

Mais uma aula diferente.
Mais propostas ousadas e promotoras de novas experiências nos alunos.

Iniciou a aula com a audição de uma canção da qual os alunos tentaram escrever a letra (ditado cantado). Após várias repetições e notando a dificuldade em conseguirem concentrar-se e acompanhar a letra da canção apresentada, propus que ouvissem uma parte de cada vez e dois a dois reunissem os dados conseguidos. Em pares, os alunos completaram o que lhes faltava comparando com o que o outro tinha conseguido e fui projectando a solução, ou seja, a letra da canção para correcção. Dei conta que, ao longo das repetições, os alunos iam cantando a canção com entusiasmo e, à medida que a actividade se desenvolvia, tornavam-se mais “responsáveis na escuta” e conseguiam obter melhores resultados.
Partindo do tema da letra da canção, propus que escrevessem um pequeno texto, descrevendo a divisão da casa que mais gostam. Após a correcção individualizada dos textos, seleccionei um dos textos mais simples para ser melhorado pela turma.
Esclareci a turma sobre esta actividade, pois podia ferir a sensibilidade do autor do texto escolhido. Projectei o texto escolhido, onde foram identificadas as incorrecções ortográficas. Sempre com o cuidado de colocar a autora no centro da actividade, para que tal não se tornasse uma humilhação, mas um estímulo, cedo dei conta que ela estava entusiasmada com a actividade, apesar de se revelar uma criança discreta e pouco participativa ao longo das aulas. Posteriormente, os alunos fizeram perguntas à colega/autora do texto. Escrevi as perguntas dos alunos e as respostas da autora no computador, que iam sendo projectadas. Procedeu-se, então, ao melhoramento das ideias do texto, acrescentando-o, mas sempre questionando a autora se concordava com a opinião de melhoramento que os colegas apresentavam.

Valeu a pena a aventura!
- um texto pode ser sempre melhorado, mesmo quando parece que tudo terminou;
- a autora do texto não se sentiu minimamente ferida com esta actividade, bem pelo contrário, experimentou também a necessidade de melhorar o seu texto inicial;
- através desta proposta de melhoramento de um texto, trabalhou-se também a expressão oral e a motivação para a atenção e o cuidado a ter na construção de textos.



quarta-feira, 5 de maio de 2010

III Encontro Nacional de Formação PNEP

Nos dias 29 /30 de Abril decorreu em Lisboa o III Encontro PNEP.
Do programa constavam duas conferências visando dois temas da actualidade - Acordo Ortográfico e Metas de Aprendizagem da Língua Portuguesa - proferidas pelo Prof. Ivo de Castro e pela Prof.ª Inês Sim-Sim respectivamente, e a realização de oficinas denominadas Práticas Pnep, em que foram partilhadas actividades realizadas nos diversos núcleos onde decorre a Formação PNEP.
O nosso Núcleo apresentou uma resenha daquilo que se tem feito relativamente às actividades das TIC no Ensino da Língua Portuguesa.

sábado, 1 de maio de 2010

Poema para a mãe


Partindo da actividade "Feiticeiro da Palavras",
construimos um poema para a mãe.
Preetendeu-se:
Criar o gosto pela escrita de pequenos textos poéticos.
Construir um texto pelo estabelecimento de relações entre palavras facultadas durante o processo.
Desenvolver a criatividade.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dia da Mãe

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:

Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.

E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade


Ditado a pares

"Para ultrapassar o problema de a tarefa de ditado assumir por vezes um carácter artificial, podemos pensar em formatos de actividades, nos quais a escrita de palavras, de frases ou de textos, a partir da sua realização oral por outra pessoa se torne significativa, em ligação a uma função que será desempenhada pelo produto escrito ou em ligação à forma de levar à prática o processo de escrita. A própria tarefa do ditado tem sido objecto de muitas propostas de inovação, a fim de diversificar as formas de a levar à prática" (Cassany, 1998; Camps et alii, 2004).
Este ditado tem por objectivos: desenvolver a competência ortográfica e desenvolver a capacidade de identificar incorrecções ortográficas. Assim, ele não se esgota em si próprio, sendo sim, um ponto de partida para uma vertente reflexiva e metadiscursiva. Partindo do ditado, alunos e professor podem, e devem debruçar-se sobre a formulação de regras ortográficas, a explicitação das dificuldades encontradas pelos alunos e a constituição e tomada de consciência de redes de relações entre as palavras, nas quais a forma ortográfica constitui uma forma de aproximação ou de diferenciação.

Competência ortográfica

Como sabemos, a escrita é um processo longo e complexo. “As dificuldades em colocar no papel as representações ortográficas das palavras podem torná-lo ainda mais complexo”.
Luís Barbeiro (2007)
A aula de hoje teve como objectivo o desenvolvimento dessa competência imprescindível.
A estratégia utilizada foi o “ditado a pares”, actividade que julgamos bastante interessante, activa e rentável, pois o aluno, além de transcrever o texto, também exercita a leitura em voz alta, o que permite treinar a dicção.
Foi uma actividade de que as crianças gostaram e que as levou a reflectir sobre a formulação de regras e sobre a explicitação das dificuldades encontradas.

domingo, 25 de abril de 2010

Viver Abril!

Recordar Abril, esse dia que parece tão remoto e esquecido da sua essência.

Fica um excerto de um poema de Ary dos Santos
"Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
...

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade".
...

"Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril de

antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer".

...