sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vejo e desenho

Adaptando actividades que fui conhecendo nas sessões do PNEP, partilho convosco mais uma experiência com a Língua Portuguesa.
Iniciou-se a aula com a visualização de um desenho durante cerca de dois minutos. Feita a visualização e escondido o desenho, os alunos tentaram desenhar o mesmo na ficha distribuída.
Foram depois apresentados os trabalhos realizados e expuseram-se as dificuldades encontradas para desenhar o que tinham visualizado.
Seguidamente, pediu-se-lhes para imaginarem uma história relacionada com o desenho trabalhado, partindo da elaboração de uma prancha da história.
A aula terminou com a leitura das histórias construídas.
Transcreve-se uma delas:
A Jani, a Xana e a Mafalda

Era uma vez duas meninas que se chamavam Xana e Jani, eram muito amigas. Um dia ambas foram à biblioteca e encontraram-se:
- Olá Xana!
- Olá Jani!

- Olha Xana, vamos procurar o livro mágico.
- Livro mágico?
- Sim, Xana! O livro mágico é um livro que podemos saber o que está a acontecer de duas maneiras, ou lemos, ou entramos no livro.
- Achas mesmo que é possível fazer isso?
- Sim.
- Achas que existe?
- Sim.
Então foram à procura.
- Já encontrei! – exclamou a Xana.
- Estás a ver? Eu disse que existia.
Então entraram numa aventura e descobriram uma cidade onde encontraram uma menina, um pouco mais velha do que a Jani. Ela chamava-se Mafalda e era muito simpática.
A Mafalda ficou amiga da Jani e da Xana.
Um dia, ela contou uma coisa às amigas. Ela disse que estava farta de estar no livro.
A partir daquele dia a Mafalda, Xana e Jani saíram todas do livro e quando a Mafalda saiu uma página do livro rasgou-se.

Uma história da Mafalda

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA LINGUÍSTICA

O Património Oral português é muito vasto e dentro dele, o grupo das lengalengas ocupa um lugar de destaque. Elas agradam não só pela sonoridade agradável de cantilena, mas tambem pelo desafio de conseguir encadear as palavras ou expressões que se repetem e as caracterizam
Foi esse desafio que levou as crianças a , numa aula bem disposta e depois de apreenderem a essência deste tipo de texto, comporem a tradicional lengalenga da Formiga e a Neve com base na sequência de imagens dos elementos que a compoem.
Assim, construiram um texto bem semelhante ao que a tradição trouxe até nós.




Texto Informativo

Resmas de livros.
Inúmeras revistas.
Longos períodos na Internet.
Investigação, investigação, investigação, ...
Mas de que servirá tudo isto se não se souber distinguir a informação essencial do acessório?
Aprender a fazê-lo foi o objectivo principal desta aula.
Os alunos seleccionaram a informação, organizaram-na,
elaboraram tabelas e diagramas que facilitaram a aprendizagem.
Por fim, mostraram que aprenderam.
Produziram alguns poemas e Power Points.

Vamos fazer Lengalengas

Esta aula tinha como objectivos, além de proporcionar aos alunos o contacto com textos da tradição oral, compreender e produzir frases relativas.
Foi apresentada à turma a lengalenga tradicional “A casa do João”.
Depois de analisada e verificada a compreensão da sua estrutura e de os alunos memorizarem a lengalenga, a professora propôs, partindo de outras imagens, a continuação dessa lengalenga, obedecendo à mesma estrutura.


Texto instrucional

Como os textos instrucionais fazem parte da vida diária de todos nós, devemos facultar aos nossos alunos alguns exemplares e fazerem a sua compreensão, pois “em muitos casos, a informação de que necessitamos encontra-se formatada em esquemas, diagramas, gráficos e tabelas, acompanhados de pequenos textos ou simplesmente constituída por frases ou palavras com funções explicativas” Sim-Sim (2007).
Neste sentido, apresentámos uma receita de culinária (bolo de chocolate) e uma actividade de expressão plástica (tulipa) cujos elementos se encontravam misturados.
Os alunos tiveram que seleccionar os ingredientes, os materiais e o modo de confeccionar a receita, bem como os materiais e instruções para poderem executar a actividade solicitada – A tulipa – de expressão plástica.
Depois de ordenarem os dois textos, de efectuarem a sua leitura, de identificarem os nomes e as acções de cada texto, foi deitar mãos à obra: primeiro a confecção do bolo de chocolate e enquanto esperavam a sua cozedura, executaram a actividade de expressão plástica, pelo que obtiveram umas belas tulipas perfumadas com odor de chocolate.



O resultado final

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Texto poético




...E se começarmos de olhos fechados para ouvir uma música?
...e se desenharmos o que sentimos durante a música?
...e se a música nos conduzir a um poema?
...e se o poema falar de animais?
...e se lermos por filas de forma diferente?
...e se continuarmos a dinâmica do poema?
...e se construirmos um texto através do desenho das emoções que fizemos no início?
Será que isto é uma aula de Língua Portuguesa?

Compreensão de um texto narrativo

"A narrativa é um meio de comunicação entre quem conta ou escreve e quem lê ou ouve. O grande objectivo da narrativa é a recreação de quem lê ou ouve, provocando respostas emocionais (surpresa, curiosidade, medo, satisfação...) no leitor ou no ouvinte.
...
Explorar a compreensão dos textos narrativos implica trabalhar histórias curtas, pequenas novelas e oubras completas adequadas à idade e interesse das crianças, fomentando o raciocínio dedutivo, a análise de acções, a antecipação de acontecimentos, a previsão de consequências, o raciocínio inferencial e a apreciação valorativa do texto."
(Inês Sim-Sim)
Foi o que fizemos nesta aula, na exploração da obra: Mais uma ovelha, de Mij Kelly; Russell Ayto, utilizando estratégias de:

Antes da leitura;


Durante a leitura;


Depois da leitura.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Texto Informativo

Segundo Cairney (1999) “a leitura implica a interacção de processos que se fundamentam nos conhecimentos prévios do leitor e nos expressos no texto.”
No entanto, na leitura, deveremos ter em consideração: o leitor, o contexto e o próprio texto.
Alunos- sistemasolar

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Verdade


Verdade
"Quando dizemos a verdade sentimo-nos muito melhor por estarmos livres da agonia da mentira.
A verdade é ouro enquanto que a mentira é prisão.
A verdade é uma linda pomba branca enquanto que a mentira é um demónio ensanguentado.
Poucas pessoas sabem confessar o que fizeram mas quem não confessa vive com agonia.
Neste vasto mundo muitas pessoas mentem e ao mesmo tempo perdem a confiança de quem gosta delas.
A verdade é agradável como o chocolate enquanto que a mentira é dolorosa como punhais espetados nas tuas costas.
Por isso,faz o que está certo e diz sempre a verdade."
Helena Vaz, 4º ano, Escola de Santa Clara
A propósito da leitura de um excerto da obra "O Principezinho" e sobre as vantagens de dizer sempre a verdade foram feitos alguns comentários...

" As vantagens de dizer a verdade normalmente costumam ser boas mas às vezes a verdade não corre bem porque magoa os sentimentos das outras pessoas."
Beatriz Queijo, 4º ano, Escola de Santa Clara

"Dizer sempre a verdade é um grande esforço para a nossa vida, por vezes contamos a verdade e sofremos castigos, consequências... Na minha opinião há dois lados diferentes de dizer a verdade : o lado bom e o lado mau!"
João Gil, 4º ano, Escola de Santa Clara